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Dia Internacional das Cooperativas: Modelo de intercooperação injeta bilhões na economia do campo

1 Jul. 2026 2 min de leitura

Dia Internacional das Cooperativas: Modelo de intercooperação injeta bilhões na economia do campo
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Com faturamento histórico superior a R$7 bilhões, Frimesa exemplifica como o associativismo conecta eficiência de mercado, inclusão social e desenvolvimento no campo.

Medianeira (PR), Julho de 2026 – O primeiro sábado de julho, neste ano no dia 4, marca o Dia Internacional das Cooperativas, cujo sistema se mostra sustentável e com solidez financeira. Em um cenário econômico global de intensas transformações, o modelo de negócios baseado na colaboração mútua tem se consolidado como uma das âncoras mais seguras para o agronegócio brasileiro. A Frimesa Cooperativa Central, que encerrou o último ciclo anual com um faturamento histórico de R$7,04 bilhões, com um crescimento de 7%, desponta como um dos principais cases de como a união de forças blinda a cadeia produtiva.  

Esse resultado é fruto de um trabalho que envolveu a consolidação da nossa infraestrutura, com a planta de Assis Chateaubriand, no Paraná, e que é o maior investimento da história da cooperativa. Agimos coletivamente para que toda a cadeia funcione de forma sustentável, oferecendo segurança e estabilidade às famílias cooperadas para continuar investindo e crescendo em seus negócios”, destaca Elias José Zydek, Presidente Executivo da Frimesa.
 
A cooperativa, que tem como motor dessa solidez a intercooperação, centraliza a industrialização e a comercialização da produção de cerca de 2.500 produtores integrados de cinco cooperativas filiadas (Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato), o modelo distribui riscos, garante escala e assegura rentabilidade na ponta, contribuindo com as famílias no campo. A riqueza gerada pela atividade industrial retorna para as regiões dos produtores, reaquecendo o comércio, o setor de serviços e permitindo que o produtor rural reinvista em tecnologia e melhorias na própria propriedade.  

Para o setor de agronegócios e cooperativismo, o dinamismo da Frimesa comprova que a eficiência de mercado pode caminhar lado a lado com o desenvolvimento social. Enquanto o mercado de trabalho enfrenta volatilidades, a cooperativa manteve seu quadro estável, encerrando o período com quase 13 milcolaboradores diretos.  

No campo operacional, essa força de trabalho se traduz em recordes e liderança de mercado. A cooperativa processou 3,2 milhões de suínos e 258 milhões de litros de leite, consolidando uma produção que abastece quase 49 mil clientes ativos no Brasil.

O grande diferencial competitivo do cooperativismo, celebrado neste mês, é a capacidade de otimização em momentos desafiadores. Mesmo diante das pressões de custos internacionais, a divisão de lácteos da Frimesa, por exemplo, registrou um aumento de 2% na produtividade geral e uma redução expressiva de 7,6% no custo por quilo de produto acabado. Já a atividade de carnes, responsável por 76,6% do faturamento global, manteve seus custos operacionais praticamente estáveis (variação de apenas 0,3%), com produção total de mais de 360 mil toneladas de alimentos processados.

Com um avanço de 19,4% nas exportações, a Frimesa já responde sozinha por 52% do mercado (share) de carne suína no Estado do Paraná e por cerca de 8% de toda a exportação brasileira do segmento, enviando 33% de sua produção total de carnes para o mercado internacional.

Os números da Frimesa deixam claro: em tempos de incerteza, o cooperativismo não é apenas uma filosofia de trabalho, mas uma estratégia de mercado altamente sustentável, lucrativa e resiliente.